O Padre FRANCISCO
PINTO desempenhou papel importante no Rio Grande do Norte nos primórdios da
colonização. Ao construir com seu
conhecimento das línguas nativas do Brasil para a pacificação dos índios jesuítas, fora designado pelo seu
superior hierárquico, Padre Pero Rodrigues. A pedido de MASCARENHAS HOMEM, para a missão no Rio Grande, por ser um dos
melhores línguas desta província. Consta que foi professor do valioso índio
potiguar ANTÔNIO FELIPE CAMARÃO
Nascido na Ilha de
Angra, nos Açores, Portugal, em 1552 e
faleceu na Serra de Ibiapaba, na província do Ceará, no dia 11 de janeiro de
1608, Francisco Pinto entrou no noviciato dos Jesuítas, em Salvador, em
dezembro de 1568, aos 16 anos. Na Bahia, fez seus estudos superiores,
formando-se em Latim, sendo perito em Tupi-Guarani, principal grupo indígena do
Brasil.
realizar uma
jornada do Ceará ao Maranhão, chamada de "Jornada do Maranhão", na
companhia do auxiliar padre Luís Figueira, estabelece um núcleo com os índios
potiguares num aldeamento denominado, então, "Paupina", hoje, o
centro de Messejana.
MARTÍRIO
A pioneira Missão Evangelizadora do Ceará, foi registrada no
diário de um dos companheiros de viagem do padre, o jesuíta Luís Figueira.
Neste diário é contado o martírio sofrido na Serra da Ibiapaba, ocorrido no dia
11 de janeiro de 1608, quando índios da etnia dos "carijus", numa
emboscada no alto da Serra da Ibiapaba, atacaram violentamente o grupo e,
segundo o relato, a cabeça do religioso teria sido esmagada com um tacape. A
Iconografia de época, que é o estudo descritivo da representação visual de
símbolos e imagens, mostra uma flecha no peito do padre Francisco Pinto,
significando, simbolicamente, a morte por martírio. Uma gravura do trágico
evento publicada por Michel Cnobbaert (artista flamengo, radicado na
Antuérpia), se encontra na Biblioteca Nacional de Portugal.
FONTE – INTERNET E LIVRO 400 NOMES DE NATAL
